XENICAL e ALLI
CHAMPIX e ZYBAN
PROTELOS e OSSEOR
ACTOS
MINOCIN e MINOTREX
PRIMALAN
TRAMAL (Tramadol)
RITALINA
FOSAMAX (Ácido alendrónico), FOSAVANCE
ROHYPNOL e STILNOX
O Melhor vem do pior. -- Diversão é isso.
![]() |
No ano de 2004, somente nos Estados Unidos da América havia mais de 33 mil nomes de medicamentos de marca registrada e 8 mil nomes comuns, enquanto no mercado canadense se estimavam 24 mil produtos médicos terapêuticos em circulação.
A partir desta constatação, o Instituto para o Uso Seguro dos Medicamentos (ISMP) publicou uma lista de oito páginas com pares de nomes de medicamentos que efetivamente se encontram envolvidos em erros de medicação.
A existência de nomes confusos de medicamentos é uma das causas mais comuns de erro de medicação e uma preocupação dos sistemas de saúde em todo o mundo.
São dezenas de milhares de medicamentos atualmente no mercado, que representam um potencial de erros por causa de nomes confusos dos medicamentos. Isto inclui denominações comuns e especiais (marcas registradas ou nomes comerciais). Muitos medicamentos têm aspecto ou nomes parecidos a outros medicamentos.
Contribuem com esta confusão a caligrafia ilegível, o conhecimento incompleto dos nomes dos medicamentos, os produtos novos no mercado, as embalagens ou etiquetas similares, o uso clínico similar, as concentrações similares, os tipos de dose, a frequência de administração, a falta de reconhecimento por parte de fabricantes e organismos de regulamentação do potencial de erro e a falta de realização de rigorosas avaliações de risco, tanto no caso das denominações comuns como das marcas registradas, antes da aprovação dos nomes para os produtos novos.
As informações acima são do programa da Organização Mundial de Saúde-OMS, denominado WHO Safety Patient, criado em outubro de 2004 por resolução de sua Assembleia Geral, que determinava aos seus Estados-Membros se preocuparem com a segurança do paciente.
A segurança do paciente tornou-se um problema de saúde pública mundial devido ao número cada vez maior de eventos adversos ou erros médicos e sanitários, produzidos pelo uso de procedimentos e técnicas sofisticadas e causados pela fértil tecnologia médica, cujo poder de controle pelos profissionais de saúde é cada vez menor.
O mais importante e mais grave problema relativo à segurança do paciente são os medicamentos, incluídos no principal grupo de erros cometidos durante a atenção à saúde.
As medidas sugeridas para diminuir os riscos de erros de medicação se relacionam com a exigência de receitas legíveis ou impressas eletronicamente; receitas que incluam tanto as marcas comerciais dos medicamentos como a sua denominação comum ou a sua composição química principal.
Deve-se, ainda, evitar receitar medicamentos com nomes parecidos e se tal não for possível, ressaltar as instruções quanto ao uso; exigir a leitura da prescrição e esclarecer verbalmente as dúvidas do paciente, e recomendar ao paciente exigir a confirmação do medicamento pelo farmacêutico responsável.
Por outro lado, os sistemas de saúde devem implementar ações de treinamento e educação continuada dos profissionais prescritores sobre as técnicas corretas de medicação e os critérios de diminuição de riscos para a segurança do paciente.
Lamentavelmente, as empresas farmacêuticas prosseguem assediando os estudantes de medicina desde os primórdios de sua educação universitária e este assédio continua durante toda a vida do profissional, aproveitando-se muitas vezes de sua débil ou insuficiente formação técnica, mormente em farmacologia e posologia, fundamentais para uma boa conduta terapêutica medicamentosa.
Membro do Conselho Assessor Internacional da revista Acta Bioethica, OPAS/OMS (Chile) e Membro da Academia Mineira de Medicina